terça-feira, 6 de Outubro de 2009
Faleceu o nosso amigo João Crespo
Faleceu o nosso João Crespo, marido da Inês, do Arrabal. Todos vos deveis lembrar dele, dos nossos campos de férias...
Ainda não sabemos quando é o funeral.
Daremos notícias assim que tivermos mais informação.
Abraço forte, neste tempo de unidade...
Raquel Bernardino
segunda-feira, 6 de Julho de 2009
Comunicado (Conselho Nacional 2009)
CONSELHO NACIONAL DA ACÇÃO CATOLICA RURAL (ACR)
Bragança, 4 e 5/07/2009
- Reunidos em Conselho Nacional, os representantes de 14 Dioceses do Continente e Ilhas em que a ACR está implantada (Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Funchal, Guarda, Lamego, Leiria-Fátima, Portalegre-Castelo Branco, Porto, Santarém, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu), fizeram a avaliação do trabalho do ano e projectaram o futuro, com base numa reflexão profunda acerca da situação actual do Movimento.
- O primeiro momento forte deste Conselho consistiu na análise dos sinais de preocupação e de esperança, bem como das iniciativas motivadoras, em ordem à renovação e revitalização do Movimento, tanto a nível de base, como diocesano e nacional.
- O segundo momento de grande intensidade foi o esforço de “Desenhar o Futuro”. No concerto de pluralidade de movimentos, é fundamental reencontrar o vigor da originalidade da AC: a sua espiritualidade secular, a sua mística de acção pessoal, o seu rosto de intervenção social organizada, que, pela Revisão de Vida, se torna expressão do amor de Deus por cada pessoa e contributo para uma sociedade de cooperação, partilha e harmonia. O Fórum comemorativo dos 75 anos da AC dará um mote para a renovação e reestruturação, das bases à coordenação nacional.
- A VII Assembleia de Delegados, também eleitoral, em 2010, deverá ser ocasião propícia para concretizar novos rumos. Merece, por isso, maior solenidade, sugerindo-se que XI Encontro Nacional de Adolescentes e Jovens seja uma etapa preparatória.
- Analisando o projecto das Dioceses de proximidade, e com base nas experiências vividas, o Conselho reiterou o compromisso de continuar a investir nesta forma de cooperação para motivar as Dioceses mais fragilizadas, proporcionar formação, partilha e divulgação de trabalhos realizados e intercâmbio de actividades. A prévia programação das iniciativas conjuntas é a melhor garantia de sucesso.
- Das prioridades para o triénio, foram eleitas para o programa de 2009-2010:
- A necessidade de criar sinergias, importantes para renovar o Movimento;
- O compromisso de investir fortemente na redescoberta dos objectivos e metodologia da Acção Católica – a Revisão de Vida;
- A urgência de arriscar um percurso de formação à luz do Evangelho – uma formação contínua dos militantes e dirigentes;
- A insistência em consolidar o trabalho de lançamento de novos grupos de crianças, adolescentes e jovens e captação de militantes adultos, garantindo assim o presente e o futuro do Movimento;
- A continuidade em proporcionar a realização de projectos e actividades – de oração, formação e acção - de modo a criar e consolidar uma forte fidelidade a Cristo.
- No sentido de o Movimento ser decisivo contributo para minimizar os efeitos da crise sentida actualmente, que, além de económica e social, é também civilizacional, ambiental e moral, as preocupações apostólicas da A.C.R. neste ano devem enquadrar-se nas preocupações prioritárias da Igreja Portuguesa. Assim, foi definido um denominador comum, em que as linhas prioritárias e orientadoras se direccionem para uma reflexão continuada sobre:
Uma educação para os valores que privilegie estilos de vida sóbrios na perspectiva da partilha;
Um fomento da iniciativa de busca de soluções locais;
O estudo aprofundado da Vocação e Vocações equacionando o ministério ordenado e o sacerdócio comum dos fiéis e desenhando a vocação actual laical da Acção Católica, a sua dinâmica e o seu contributo à Igreja no mundo actual.
- É tempo de acreditar, é tempo de confiar, é tempo de acolher os novos desafios! Deus chama sempre e por modos novos! Queremos ser-lhe fiéis. E, com Maria, mãe da esperança não voltaremos costas aos desafios.
A Equipa Nacional
quinta-feira, 29 de Janeiro de 2009
Escola de Animadores Inter-Diocesana (segunda parte)
Hora: 9.30h
Local: Centro Paulo VI (Fátima)
Tema: "Liderança de grupos e técnicas de animação"
Conferente: Dr. Paulo Trindade Ferreira (Lisboa)
É essencial a participação daqueles que estiveram presentes na primeira parte da Escola de Animadores Inter Diocesana, no dia 8 de Novembro de 2008, sobre "Jesus Cristo como animador", apresentada pelo conferente Pe. Rui Santiago.
Com amizade, cá te esperamos!!!
quarta-feira, 3 de Dezembro de 2008
Encontro de Infantis, Adolescentes e Jovens
A actividade terá o seu início às 16h, e terminará pelas 20h.
Para trazer, apenas pedimos que tragas algo para partilhar no lanche. E não te esqueças de trazer também a tua boa disposição de sempre. :)
Contamos contigo neste dia! ;)
terça-feira, 25 de Novembro de 2008
Comunicado (Seminário Nacional 2008)
SEMINÁRIO NACIONAL DA ACÇÃO CATÓLICA RURAL
Casa Diocesana de Nossa Senhora do Socorro - Albergaria, 15 e 16 de Novembro, 2008
Vencer o pessimismo, semear a esperança!
No dia em que se comemoram os 75 anos da Acção Católica Portuguesa, encerrou-se na Casa Diocesana Nossa Senhora do Socorro, em Albergaria-a-Velha, o Seminário Nacional, promovido pela Acção Católica Rural (ACR), sob o lema Sonhar, Desenhar e Construir o Futuro.
Num cenário de crise e descrença, a ACR desafiou os numerosos participantes, vindos da maioria das Diocese do país, a vencer o pessimismo e semear a esperança.
Os temas fortes – Desequilíbrios económico-sociais e Desemprego – causas e consequências –, tratados pelo Dr. Acácio Catarino, foram objecto de estudo aprofundado, e de propostas concretas de acção, pelos 12 grupos de trabalho, com as quais se propõem vencer o pessimismo e semear a esperança nas comunidades.
A culminar o dia, o Dr. Adelino Cunha, comunicador motivacional, arrebatou os presentes até aos limites da confiança, como crentes e seguidores de Cristo, o líder por excelência.
Acreditar sempre e combater os medos para vencer!
Os setenta e cinco anos da Acção Católica e a missão dos militantes na Igreja foram destacados, por D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, e membro da Comissão Episcopal do Laicado e Família, reconhecendo que a Acção Católica, e a ACR em particular, tiveram, e continuam a ter, um papel insubstituível na evangelização da história e na vida das comunidades.
Os participantes foram, no final da manhã de Domingo, agitados pelo testemunho de vida e acção de São Paulo, que o Padre Franclim pôs em evidência, desafiando os presentes para seguir o exemplo de Paulo, Santo apaixonado por Jesus Cristo e pelas comunidades.
Para terminar os trabalhos, em clima de fé e esperança, foi prestada homenagem à professora Maria Adriana Augusta Lima, da Diocese de Lamego, que completa esta semana 90 anos de idade, e 75 de trabalho e doação à Acção Católica e à Igreja.
Pelos valores da justiça e da solidariedade, para vencer o pessimismo e reganhar a Esperança!
domingo, 23 de Novembro de 2008
O que resta da Acção Católica Portuguesa?
Em Novembro de 1933, na Conferência Plenária do Episcopado português foram aprovadas as bases orgânicas da Acção Católica (AC), que assim nascia no nosso país. Era então definida como “o conjunto das organizações do laicado católico português que propõe a difusão e a defesa dos princípios católicos na vida individual, familiar e social, sob a directa e inteira dependência da hierarquia e por mandato desta recebido”.
A primeira obra de cariz científico sobre a Acção Católica Portuguesa (ACP), apresentada no nosso país teve a autoria de Paulo Fontes, membro do Centro de História Religiosa (CEHR) da Universidade Católica Portuguesa. O historiador considera que a ACP há muito chegou ao fim, no nosso país.
“Hoje quando falamos da celebração dos 75 anos (da AC, ndr), falamos da fundação, porque já não há Acção Católica Portuguesa, há que dizê-lo com clareza”, afirma.
Paulo Fontes assinala que “a ACP como corpo global, orgânico, acabou em 1974”. Nesse ano, a então Comissão Executiva entrega aos Bispos a responsabilidade de acompanharem uma multiplicidade de movimentos autónomos.
Em declarações ao Programa ECCLESIA, este especialista - autor da dissertação de Doutoramento com o título "Elites Católicas na Sociedade e na Igreja em Portugal: o papel da Acção Católica Portuguesa (1940-1961)" – explica que a ACP nasceu “de uma preocupação grande da hierarquia católica, a de encontrar uma resposta orgânica, capaz de envolver os católicos do país, numa cruzada de reconquista cristã ou recristianização da sociedade”.
Procurando um novo modo de estar da Igreja em sociedade, tentou-se secundarizar o que separava os católicos, “nomeadamente a questão política” e “estar presente na sociedade para essa tarefa de recristianização”.
Estando perante um dos fenómenos que mais marcou a vida da Igreja Católica em Portugal, no século passado - apenas suplantado, em importância, por Fátima -, Paulo Fontes destaca o seu efeito “mobilizador”, seja na criação de novas elites, seja nas “massas”.
Uma ideia de “acção católica” já se encontrava no século XIX, dada a necessidade de “reencontrar um espaço onde a presença cristã se fizesse sentir” em sociedades que já não se definiam como religiosas.
A Acção Católica pode ser definida, de forma genérica, como a forma organizada de apostolado dos leigos que, no seguimento dos movimentos católicos do séc. XIX, foi incrementada por Pio XI, alcançando grande implantação sobretudo nos países católicos latinos.
Em Portugal, a Acção Católica incluía duas dezenas de "organismos" especializados por sexos, idades e meios sociais, coordenados por quatro "organizações" e por uma "Junta Central", chegando a contar 100 mil associados na década de 50, segundo dados publicados e cartografados pelo então Pe. Manuel Falcão, hoje Bispo emérito de Beja.
Paulo Fontes destaca a ideia da “evangelização do semelhante pelo semelhante”, que levou a “uma cristianização feita a partir da assunção da condição e do protagonismo dos próprios leigos”, para chegar “onde a hierarquia não chegava”.
Daqui surgiram “experiências novas e diversificadas, umas que tiveram o seu tempo e que terminaram, outras que se transformaram”.
Na sua obra, Paulo Fontes apontava dois elementos que esmoreceram e ajudam a explicar o fim do modelo orgânico da ACP: o primeiro, "um certo entendimento da unidade, porque a Acção Católica procurava afirmar a unidade na diversidade, mas uma unidade entendida como união, que se sobrepunha ao que era a particularidade das dioceses ou as particularidades dos meios sociais".
O segundo elemento é a ideia do "mandato", numa visão de Igreja em que "o protagonismo e a iniciativa dos leigos, de algum modo, ainda estava secundarizado ao próprio apostolado hierárquico".
À ECCLESIA, Paulo Fontes assegura que da ideia de Acção Católica resta hoje “muita coisa”, a começar pelos “movimentos e dinâmicas que prolongam experiências que nasceram no interior deste movimento orgânico e que se autonomizaram”.
Outra herança é a “vitalidade presente em intuições pastorais da AC e que se transpuseram” para campos eclesiais e da sociedade, com destaque para a questão do “apostolado dos leigos” dentro da Igreja Católica e o “enraizamento social do cristianismo”.
in Agência Ecclesia
Acção Católica Portuguesa: 75 anos da Carta de Pio XI
Dias da Fundação da AC
Dias depois da Carta de Pio XI ao Cardeal Patriarca de Lisboa, o Episcopado Português reúne-se e aprova as bases em que deve assentar a Acção Católica Portuguesa. Num dos pontos deste documento sublinha-se que os católicos para entrarem neste organismo deve inscrever-se numa das seguintes organizações nacionais: Liga dos Homens da Acção Católica (LHAC); Associação da Juventude Católica Masculina (AJCM); Liga das Mulheres da Acção Católica (LMAC) e Associação da Juventude Católica Feminina (AJCF).
"Só se consideram de pleno direito militantes da Acção Católica Portuguesa, os católicos inscritos em alguma das quatro organizações nacionais" - lê-se no comunicado do Episcopado. O documento refere também que promover-se-á também a "organização das crianças, em ordem a serem enquadradas na Acção Católica Portuguesa". As bases indicam que o Dia da Festa de Cristo Rei será, "por excelência, o Dia da Acção Católica".
Critérios de actuação
Ao dirigir ao Cardeal Patriarca de Lisboa, Manuel Gonçalves Cerejeira, a 10 de Novembro de 1933, a carta «Ex officiosis litteris», relativa à constituição e critérios de actuação da Acção Católica Portuguesa (ACP), Pio XI lembrava que, embora “muitos fiéis ainda o ignorem, o apostolado é um dever necessário da vida cristã; e que a Acção Católica (AC) é a forma de apostolado que melhor se adapta às necessidades do tempo actual” (Cf. Moniz, Jorge Botelho – Presença da Acção Católica em Portugal. Boletim da Acção Católica Portuguesa. (1958) 287.).
Nesse mesmo mês de 1933, na Conferência Plenária do Episcopado português foram aprovadas as bases orgânicas da AC e definindo-a como “o conjunto das organizações do laicado católico português que propõe a difusão e a defesa dos princípios católicos na vida individual, familiar e social, sob a directa e inteira dependência da hierarquia e por mandato desta recebido” (Ibidem). Uns meses antes (2 de Fevereiro), o cardeal Gonçalves Cerejeira foi nomeado Director Nacional da Acção Católica “por delegação do episcopado português” (Cf. Vieira, Joaquim – Fotobiografias Século XX – Cardeal Cerejeira. Lisboa: Círculo de Leitores, 2002.)
Se a doutrina da Igreja Católica for bem conhecida, “não duvidamos que um novo entusiasmo pelo apostolado os venha a inflamar e a impelir a uma acção intensa” – escreve Pio XI na carta endereçada ao Cardeal Patriarca de Lisboa.
Linhas mestras da Carta de Pio XI
Nestas Bodas de Diamante da carta enviada por Pio XI ao Patriarca de Lisboa convém recordar três pontos fundamentais dessa missiva para o sucesso da ACP: “preparação de dirigentes”; “preferência da qualidade à quantidade dos associados” e “a manutenção de uma posição acima e à margem das actividades e dos partidos políticos”. Apesar destes apelos de Pio XI, Jorge Botelho Moniz acrescenta que estes não devem obstar a que cada um dos católicos “possa e mesmo deva participar na vida política, inspirado nos princípios cristãos, e procurando contribuir para que eles informem as relações sociais”.
Estes princípios são condições essenciais para a sua eficácia visto que a AC, tal como a Igreja, da qual é colaboradora, não busca directamente um fim próprio da vida terrena, mas sim da vida sobrenatural. (Cf. Boletim da Acção Católica Portuguesa (1934-35) 5-11.) A eficácia das boas leituras (livros e periódicos) tanto nas famílias como na sociedade civil a “ninguém passa despercebido” – lê-se na carta de Pio XI.
Na missiva, Pio XI alerta também para a “particular necessidade da assistência às classes operárias, do ensino da doutrina cristã às crianças” e da defesa e difusão “da imprensa católica”. Esta “união de forças” deve superar todos os motivos de divisão puramente temporais e, através da formação apostólica, resultará naturalmente a acção.
Por boa imprensa, entende-se aquela que não só não ataque a religião e os bons costumes, “mas a que, como arauto, proclama e ilustra os princípios da fé e as regras da moral”.
Uns anos de depois, Pio XII – numa mensagem enviada ao Congresso dos Homens Católicos (1950) – reforça os mesmo apelos: “os filiados da Acção Católica devem ser “católicos de fé e de mandamentos” para serem eficazmente católicos de acção. O seu zelo - lembrava ainda Pio XII – tem, naturalmente, imediato campo de “acção no seio da própria família”, onde os pais devem ser os primeiros educadores, pela palavra e pelo exemplo.
As horas difíceis
Numa entrevista concedida ao jornal «Novidades», a propósito dos 25 anos da ACP, D. José Pedro da Silva, Assistente Geral deste organismo, sublinha que o maior benefício do apostolado da A.C foi “ter despertado nos católicos o sentido de Igreja. Operou também a renovação cristã de um escol, ainda proporcionalmente reduzido, mas que, à semelhança do fermento, tem exercido uma influência directa ou indirecta no meio católico português”. Apesar do caminho feito e do contributo para uma “nova florida Primavera na vida da Igreja em Portugal”, Pio XII alerta que “a hora actual é uma hora crítica e muito difícil”. D. José Pedro completa: “a hora é, na verdade, de luta, e o mundo vai-se definindo cada vez mais em dois blocos irredutivelmente opostos, o dos que afirmam e o dos que negam Cristo”.
Num texto escrito no Boletim da ACP de 1944 - «Mentalidade Católica e Acção católica» - salienta-se que o cristão não pode entregar-se “àquele quietismo inoperante, que a Igreja condena como contrário à fé”. Na caminhada terrena, “o fiel tem igualmente de fazer da vida milícia contínua, por vezes corajosa e áspera” porque “o apostolado é um corolário da vida interior”.
Fátima e a Acção Católica
Desde os primeiros tempos, a evan-gelização nos mais variados meios foi apanágio da ACP. Todavia, desde a primeira hora, a ACP timbrou em manifestar a sua devoção, “sincera e comovida a Nossa Senhora de Fátima” (Cf. [Salgueiro], Manuel [Trindade], bispo de Helenópole – Nossa Senhora de Fátima e a Acção Católica. Boletim da Acção Católica Portuguesa. (1942) 1.).
Neste mesmo texto realça-se que é “dever filial da AC prestar a Nossa Senhora de Fátima as suas homenagens”. Desde o começo da ACP que o episcopado português colocou sob o patrocínio de Maria este “movimento de reconquista cristã” e “facilmente se reconhece que Nossa Senhora não tem abandonado a obra”. (ibidem).
in Agência Ecclesia


